Autoridades reconhecem que não deviam ter "esperado para entrar na sala"

"Não devíamos ter esperado para entrar na sala", admitiu o coronel Steven McCraw, do departamento de segurança pública do Texas.

O coronel Steven McCraw, do departamento de segurança pública do Texas, reconheceu esta sexta-feira em conferência de imprensa que a polícia atuou tardiamente para deter o jovem de 18 anos que na terça-feira matou 19 crianças e duas professoras numa escola primária em Uvalde.

"Não devíamos ter esperado para entrar na sala", admitiu, reconhecendo que nenhum polícia forçou a entrada na sala. "Pensámos que as crianças não estavam em risco", justificou.

"As autoridades tinham a informação de que havia um suspeito barricado", esclareceu, dando conta de que Salvador Ramos "nunca tinha sido detido" nem estava sinalizado pelas autoridades.

Em vez de invadir imediatamente a sala, McCraw explicou que, perante as informações disponíveis, o comandante decidiu que "havia tempo para encontrar a chave mestra que abrisse a porta e esperar por uma equipa tática com equipamento para arrombar a porta". "Agora, claro que não foi a decisão certa. Foi a decisão errada, ponto final. Não há desculpa para isso", acrescentou.

O coronel revelou ainda que o atirador comprou e tinha um total de 1657 cartuchos totais de munição, 315 dos cartuchos estavam dentro da escola e 142 deles eram cartuchos gastos.

McCraw revelou que o atirador enviou mensagens privadas sobre atirar sobre a própria avó e ir à escola, mas esclareceu que Salvador Ramos não publicou essas informações no Facebook.

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