Ativista uigur em Lisboa

Rushan Abbas deu visibilidade à perseguição de Pequim à sua etnia, e mais ainda quando a sua irmã desapareceu. A história pode ser vista num documentário exibido esta segunda-feira em Lisboa, com a presença da protagonista.

A ativista pelos direitos dos uigures Rushan Abbas, radicada nos Estados Unidos, ganhou protagonismo em 2019 quando a sua irmã desapareceu na província de Xinjiang. A partir daí, redobrou esforços e a sua recém-criada Campaign for Uighurs reuniu esforços de milhares de pessoas para chamar a situação dos uigures na China, enquanto tentou saber do paradeiro da irmã.

A sua história, bem como a da repressão da sua minoria étnica, foi retratada em In Search of my Sister, documentário realizado por Jawad Mir, cineasta de origem paquistanesa radicado no Canadá. Nesta segunda-feira, às 15.30, ambos vão estar em Lisboa, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica, para a exibição do filme e disponíveis para responder a perguntas do público, tal como o dirigente do Congresso Mundial Uigur Abdulhakim Idris.

O papel de Abbas foi determinante para dar a conhecer aos norte-americanos a existência da política de Pequim relativamente ao seu povo, que alguns classificam de genocida, e que passa pela criação de campos de concentração (o regime chama campos de reeducação), nos quais os uigures sofrem todo o tipo de abusos.

Rushan Abbas foi ouvida mais do que uma vez no Congresso dos EUA, que aprovou a lei de prevenção do trabalho forçado, a qual proíbe a importação de produtos daquela região chinesa.

A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU Michelle Bachelet despediu-se do cargo, no início do mês, com a publicação de um relatório a condenar a China pelas "graves violações de direitos humanos no contexto da aplicação das estratégias governamentais de contraterrorismo e contra o extremismo" sobre os uigures e outras minorias de fé muçulmana e disse ter sido sujeita a "tremendas pressões" para não divulgar o relatório.

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