Sobe para seis número de mortos em atentado junto à Embaixada da Rússia no Afeganistão

Na sequência de um atentado na capital afegã, dois funcionários da representação diplomática de Moscovo em Cabul morreram, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

O atentado que ocorreu esta segunda-feira junto à Embaixada russa no Afeganistão matou pelo menos seis pessoas, incluindo o segundo secretário e um segurança, anunciou o Comité de Investigação Russo, com base em informações preliminares sobre o ataque suicida.

Além dos dois funcionários da embaixada russa, pelo menos quatro outras pessoas, de nacionalidade afegã, foram mortas e outras onze ficaram feridas.

"No dia 5 de setembro de 2022, um engenho explosivo foi detonado perto da secção consular da embaixada russa em Cabul (...). De acordo com os dados preliminares, o segundo secretário e um guarda da embaixada foram mortos no ataque", disse o presidente da instituição ligada ao Kremlin, Alexandr Bastrikin.

Anteriormente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros apenas tinha indicado que dois funcionários da embaixada russa em Cabul tinham sido mortos no ataque, mas sem detalhes sobre cargos.

O atentado suicida ocorreu quando o atacante carregado de explosivos foi descoberto e morto pelas forças de segurança talibãs nas proximidades do complexo.

De acordo com o porta-voz da polícia, "o bombista suicida foi morto pelas forças de segurança e foi nessa altura que a explosão ocorreu".

Os talibãs disseram que as suas agências de segurança estão a conduzir uma investigação aprofundada sobre o incidente e "tomarão medidas mais sérias para a segurança da embaixada".

Até agora nenhum grupo armado reivindicou a responsabilidade pelo ataque, embora o grupo 'jihadista' Estado Islâmico esteja geralmente por detrás destes ataques, tornando-se a principal ameaça desde o regresso dos talibãs ao poder no Afeganistão, há um ano.

Rússia condena ataque à embaixada em Cabul e exige julgamento dos responsáveis

A Rússia condenou o atentado terrorista ocorrido em Cabul e exigiu a captura e o julgamento dos responsáveis pelo incidente.

"Trata-se de um atentado. Condenamos categoricamente este tipo de atos terroristas. Agora, o mais importante é obter informações a partir do local dos factos sobre o que aconteceu aos nossos representantes, aos nossos diplomatas", afirmou, na tradicional conferência de imprensa diária, Dmitri Peskov.

"Estamos a falar de um ato terrorista, o que é absolutamente inaceitável", disse Dmitry Peskov.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, indicou ter a informação de que o atentado foi perpetrado por "um terrorista que ativou um artefacto explosivo" nas imediações da entrada da secção consular da embaixada da Rússia em Cabul, provocando dois mortos entre os funcionários da missão diplomática.

"De imediato foram tomadas medidas para reforçar a proteção do perímetro exterior" da embaixada, acrescentou Lavrov à entrada de uma reunião com o homólogo tajique, Sirojiddin Muhriddin.

O chefe da diplomacia russa acrescentou que, além das forças de segurança russas ligadas à embaixada, estiveram no local militares das autoridades talibã e os serviços secretos do Afeganistão.

"Acreditamos que os responsáveis por este atentado terrorista e os respetivos executantes recebam rapidamente a merecida punição", sublinhou Lavrov.

A Rússia foi um dos primeiros e poucos países a defender a aproximação com os talibãs, apesar de estes não terem o reconhecimento da comunidade internacional.

Embora Moscovo também não tenha oficializado o seu reconhecimento do regime fundamentalista - é considerado um grupo terrorista na Rússia - é uma das poucas nações que mantém o seu serviço diplomático ativo no Afeganistão.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG