Exclusivo Javier Blas: "As sanções deveriam ser para Putin abandonar a guerra, mas até agora não funcionaram"

Num livro acabado de publicar em Portugal, dois jornalistas da Bloomberg News contam as histórias de perfeitos desconhecidos que arriscaram a vida e se tornaram bilionários no obscuro e poderoso negócio de intermediação de recursos do planeta.

Vitol, Cargill, Glencore, Trafigura. Podiam ser nomes de lubrificantes ou de peças de automóveis, mas são as quatro maiores empresas de corretagem de matérias-primas do mundo. Só em 2019 o seu volume de negócios foi de 725 mil milhões de dólares, bastante superior às exportações do Japão. Esta atividade é tão antiga quanto o comércio. Porém, como o espanhol Javier Blas e o britânico Jack Farchy explicam em O Mundo à Venda, viveu um enorme crescimento graças a um punhado de aventureiros, em especial a partir da abertura dos mercados do petróleo nos anos 70.

A implosão da URSS e a explosão económica da China forneceram outras oportunidades de ouro a estas empresas obscuras, nas últimas décadas cada vez mais alavancadas por garantias e empréstimos bancários ao dispor de poucos e, dessa forma, asseguram a compra - subornos incluídos - de grandes quantidades no ponto de produção, seja cacau, cobalto ou petróleo. O seu poder é tal que pode decidir o destino de guerras e, no entanto, é exercido por tão poucos: as empresas não estão cotadas em Bolsa nem reguladas.

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