Arménia pede ao mundo que trave as "ações agressivas" do Azerbaijão

Reacender das tensões na região do sul do Cáucaso provocou a morte de três soldados

A Arménia pediu esta quarta-feira à comunidade internacional que ajude a parar as "ações agressivas" do Azerbaijão após um surto de violência entre os vizinhos na região disputada de Nagorno-Karabakh que matou três soldados.

Yerevan "pede à comunidade internacional que tome medidas para impedir as ações e atitudes agressivas do Azerbaijão e ative os mecanismos necessários para fazê-lo", disse o Ministério das Relações Exteriores da Arménia, em comunicado.

Azerbaijão diz que assume o controlo de pontos estratégicos de Karabakh

O Azerbaijão anunciou que assumiu o controlo de várias alturas estratégicas na região. O exército azeri disse que conduziu a operação, apelidada de "Vingança", em resposta às "ações terroristas de grupos armados arménios ilegais no território do Azerbaijão", que tiraram a vida de um soldado azeri.


Os arqui-inimigos Arménia e Azerbaijão travaram já duas guerras - em 2020 e na década de 1990 - pela região de Nagorno-Karabakh, povoada por arménios do Azerbaijão.

Seis semanas de combates no outono de 2020 resultaram em mais de 6.500 mortes e terminaram com um acordo de cessar-fogo mediado pela Rússia.

A Arménia cedeu partes do território que controlava por décadas, e a Rússia enviou cerca de 2.000 forças de paz para supervisionar a frágil trégua, mas as tensões persistem, apesar de um acordo de cessar-fogo.

Na quarta-feira, o Ministério da Defesa do Azerbaijão disse que as tropas do Karabakh atacaram posições do exército do Azerbaijão no distrito de Lachin, que está sob a supervisão da força de paz russa, matando um recruta do Azerbaijão.

UE pede fim imediato das hostilidades

A União Europeia pediu já uma "cessação imediata das hostilidades" entre as forças do Azerbaijão e da Arménia em Nagorno-Karabakh. "É essencial diminuir a escalada, respeitar totalmente o cessar-fogo e retornar à mesa de negociações para buscar soluções negociadas", disse o porta-voz do chefe de política externa da UE, Josep Borrell, em comunicado.

"A União Europeia continua empenhada em ajudar a superar as tensões e continuar o seu compromisso com a paz e a estabilidade sustentáveis ​​no Sul do Cáucaso", acrescentou o porta-voz de Borrell.

Rússia acusa Azeris e promete estabilidade

A Rússia responsabilizou o Azerbaijão pela quebra do cessar-fogo na disputada região de Nagorno-Karabakh, mas promete estabilizar a situação. "Na área de Saribaba, o regime de cessar-fogo foi violado pelas forças armadas do Azerbaijão", disse o Ministério da Defesa russo em comunicado, acrescentando que "o comando da força de paz russa, com representantes do Azerbaijão e da Arménia, está a tomar medidas para estabilizar a situação".

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