Zelensky diz que cidade anexada de Lyman está "totalmente livre" do domínio russo

Cidade situada na região de Donetsk, um dos quatro territórios da Ucrânia anexados pela Rússia, era um importante centro logístico de apoio às forças russas.

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© EPA/SERGEY DOLZHENKO

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse este domingo que a cidade de Lyman, no leste do país, localizada numa das quatro regiões ucranianas que a Rússia anexou, está "totalmente livre" das forças russas.

"Desde as 12h30 (10h30 em Lisboa) Lyman está totalmente livre. Obrigado aos nossos militares!", disse Zelensky num curto vídeo publicado nas redes sociais e citado pela agência France Presse.

A cidade de Lyman situa-se na região de Donetsk, um dos quatro territórios da Ucrânia anexados pela Rússia. Era um importante centro logístico dos russos no apoio às tropas naquela região.

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, referiu-se no sábado, em entrevista, à iminente captura de Lyman pelas forças ucranianas, afirmando-se "muito animado" com esse cenário, dado que a cidade desempenhava um papel muito relevante nas linhas de abastecimento que a Rússia usou para levar tropas e materias para o sul e para o oeste do território ucraniano. "Sem estas rotas será mais difícil, é um dilema para o avanço dos russos", afirmou Lloyd Austin, citado pelo jornal britânico The Guardian.

A Rússia anunciou, no sábado, a retirada das suas forças de Lyman, pouco depois de o exército ucraniano ter dito que tinha cercado milhares de soldados russos na zona.

"Ameaçadas de cerco, as tropas aliadas foram retiradas de Lyman para posições mais favoráveis", informou o Ministério da Defesa russo, em comunicado, referindo-se a um posto onde as forças controladas por Moscovo tinham posicionado cerca de 5000 soldados.

No sul da Ucrânia, a cidade natal de Zelensky, Krivyi Rih, sofreu este domingo um ataque russo de um drone (aeronave não tripulada) que atingiu uma escola, disse o governador da região de Dnipropetrovsk, Valentyn Reznichenko, citado pela agência norte-americana AP.

A Rússia, nas últimas semanas, começou a utilizar drones de fabrico iraniano para atacar alvos na Ucrânia.

A força aérea ucraniana disse hoje que abateu cinco drones de fabrico iraniano durante a noite no sul do país, enquanto dois conseguiram passar pelas defesas aéreas.

As informações sobre a atividade militar divulgadas pelas duas parte em conflito não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.