Estátua de Thomas Jefferson retirada por causa do passado esclavagista

O passado do terceiro presidente dos Estados Unidos levou à retirada de estátua da sala do Conselho Municipal de Nova Iorque.

Lusa
A estátua que está na sala do Conselho Municipal (não esta que está na imagem) vai ser retirada© Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP

A autarquia de Nova Iorque aprovou na segunda-feira a retirada da estátua de Thomas Jefferson (1743-1826) da sala do Conselho Municipal devido ao passado esclavagista do terceiro presidente dos Estados Unidos.

A comissão municipal aprovou por unanimidade a retirada da estátua de Jefferson que se encontra no edifício desde o princípio do século XX.

Thomas Jefferson, um dos autores da Declaração de Independência dos Estados Unidos (04 de julho de 1776) e mais tarde terceiro presidente dos Estados Unidos (1801-1809), era proprietário de uma plantação na Virgínia com mais de 600 escravos.

O processo sobre a retirada da estátua prolongava-se há vários anos e tinha sido iniciado por conselheiros municipais de origem sul-americana e africana.

A escultura deve ser colocada numa sala da Sociedade Histórica da cidade de Nova Iorque.

"Jefferson representa alguma das páginas mais vergonhosas da longa história do nosso país", disse a afro-americana Adrianne Adams, conselheira municipal de Nova Iorque.

O debate sobre a presença da estátua de Jefferson na sala do Conselho Municipal de Nova Iorque foi relançado pelo movimento social e político Black Lives Matter que surgiu na sequência da morte de George Floyd, assassinado por asfixia por um polícia, em Minneapolis, em 2020.