Europol alerta para armas impressas com tecnologia 3D: "Ameaça atual e futura"

Europol denuncia ameaças em todo o continente devido ao aumento do número de armas impressas com tecnologias 3D.

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© Jerry Lampen / ANP / AFP

A Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, também conhecida como Europol, alertou esta sexta-feira para a "ameaça atual e futura" representada por armas impressas em 3D, das quais um número crescente foi apreendido em todo o continente".

"A ameaça representada por armas impressas em 3D está muito presente no radar da Europol, já que o número de armas de fogo apreendidas em investigações nos últimos anos em toda a Europa aumentou", avisaram em comunicado.

A Europol, que convidou mais de 120 profissionais especialistas em balística, cientistas forenses, formuladores de políticas e académicos para uma conferência especial em Haia esta semana, frisou que a cooperação internacional é "crucial para combater a ameaça".

Em 2019, duas pessoas foram mortas a tiro em Halle, na Alemanha, por um indivíduo que utilizou uma arma caseira feita com uma impressora 3D, usando um projeto baixado da internet, disse a Europol.

Em abril de 2021, a polícia espanhola invadiu e desmantelou uma oficina ilegal de armas impressas em 3D nas Ilhas Canárias, apreendendo duas impressoras 3D, várias peças de armas, uma réplica de espingarda e vários manuais sobre guerrilha urbana e supremacia branca.

O dono da oficina foi preso e acusado de porte ilegal de armas.

Um mês depois, dois homens e uma mulher foram presos na cidade de Keighley (Reino Unido), como parte de uma investigação sobre terrorismo de direita.

Os três cidadãos foram acusados de possuir componentes de armas impressas em 3D.

A Europol destacou que a conferência desta semana é "uma das maiores plataformas de intercâmbio do mundo sobre a ameaça de armas impressas em 3D".

"Este desafio só pode ser enfrentado combinando a experiência, os recursos e o conhecimento da lei, do setor privado e dos académicos para retirar este tipo de armas das ruas", disse o especialista da Europol Martin van der Meij.