Alemanha critica exigências russas, mas diz que G7 está pronto para diálogo sério

"Estamos prontos para um diálogo sério sobre segurança para todos. Mesmo passos milimétricos para a paz são melhores do que grandes passos para a guerra", afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã.

A ministra dos Negócios Estrangeiros alemã criticou esta sexta-feira as "exigências da Guerra fria" feitas pelas Rússia, mas afirmou que os países do G7 estão prontos para encetar um diálogo sério com Moscovo.

Os países do G7 estão prontos a ter "um diálogo sério" com a Rússia sobre a crise da Ucrânia, disse Annalena Baerbock, antes de conversações cruciais em Munique com os homólogos que integram o G7.

Os chefes da diplomacia do G7, que se reúnem no sábado, vão enviar "uma mensagem de unidade", sublinhou.

"Estamos prontos para um diálogo sério sobre segurança para todos. Mesmo passos milimétricos para a paz são melhores do que grandes passos para a guerra", acrescentou Baerbock.

Por outro lado, lamentou que a Rússia não tivesse planeado enviar representantes à conferência anual de segurança de Munique, que decorre entre esta sexta-feira e domingo.

"A Rússia está a desafiar os princípios fundamentais da ordem de paz europeia"

Baerbock declarou ainda que a Rússia está a pôr em perigo a segurança da Europa com "exigências da Guerra Fria".

"Com um destacamento sem precedentes de tropas na fronteira com a Ucrânia e exigências que remontam à Guerra Fria, a Rússia está a desafiar os princípios fundamentais da ordem de paz europeia", disse Baerbock num comunicado, exortando Moscovo a fazer "sérios esforços de desescalada".

A Alemanha preside neste momento ao grupo dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido).

Os ocidentais acusam Moscovo de estar a preparar uma intervenção militar contra Kiev.

Moscovo nega esta intenção, mas apresentou várias exigências para resolver a crise, incluindo garantias de que a Ucrânia não integrará a NATO e o fim do programa da Aliança de alargamento para o Leste.

Os Estados Unidos insistiram na quinta-feira não verem qualquer evidência da retirada anunciada das unidades militares russas posicionadas perto das fronteiras da Ucrânia, e reforçaram a presença militar na Europa Oriental, com destacamentos enviados para a Polónia, não muito longe da fronteira ucraniana.

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