África do Sul considera "draconiana e injustificada" a decisão do fecho de fronteiras

"Draconiana, não científica e contrária ao conselho da OMS": é assim que o ministro da saúde sul-africano reage às suspensões de voo por parte de alguns países europeus.

O Ministério da Saúde da África do Sul atacou esta sexta-feira (26 de novembro) a pressa da Europa em impor proibições de viagem para retardar a propagação de uma nova variante Covid: "draconiana", não científica e contrária ao conselho da OMS afirma Joe Phaahla, ministro da saúde.

"Acreditamos que algumas das reações foram injustificadas", disse Phaahla, acusando alguns líderes europeus de procurar um "bode expiatório."

A estirpe B.1.1.529 é responsável por um aumento de casos recentes na África do Sul, mas já foi detetada em Hong Kong, Bélgica e Botswana.

A Áustria, a República Checa, a Alemanha, a Itália e os Países Baixos, entre outros, juntaram-se na sexta-feira à Grã-Bretanha na decisão de suspender os voos da região.

A Comissão Europeia também propôs uma suspensão completa dos voos de e para a África do Sul até que houvesse um "entendimento claro sobre o perigo" da nova variante.

No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já se mostrou contra estas tomadas de decisão que considera "precipitadas".

A agência advertiu que poderia levar várias semanas para descobrir se as mutações recém-descobertas tornaram o vírus com mais carga viral ou com maior grau de transmissibilidade.

Phaala disse que as proibições eram "uma abordagem errada - é mal dirigida e vai contra as normas e conselhos da OMS."

"Sentimos que alguns dos líderes dos países estão a tentar encontrar bodes expiatórios para lidar com o que é um problema mundial", disse ele.

Traçando comparações de infeções diárias entre a África do Sul e alguns países europeus, o ministro disse que o movimento "realmente não parece científico", apelidando-o de "draconiano".

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