Acusada de transfobia, J.K. Rowling revela ter recebido ameaças de morte

Autora da saga Harry Potter diz que três ativistas fotografaram-se em frente à sua casa na semana passada, "posicionando-se expressamente de forma que a morada ficasse visível"

A britânica J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter, revelou esta segunda-feira que recebeu ameaças de morte por parte de ativistas dos direitos dos transgénero, que a acusam de transfobia.

"Recebi tantas ameaças de morte que agora poderia fazer um papel de parede com elas", disse a romancista numa série de tweets.

Nessas mensagens, Rowling, de 56 anos, afirma que três ativistas fotografaram-se em frente à sua casa na semana passada, "posicionando-se expressamente de forma que a morada ficasse visível", e publicaram as imagens no Twitter.

Contactada pela AFP, a polícia escocesa afirmou que o caso estava a ser investigado.

No ano passado, a autora partilhou um artigo sobre "pessoas que menstruam" no Twitter. "Tenho a certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas. Que alguém me ajude", indicou, ironicamente.

Vários internautas responderam que homens transgénero podem ter menstruação e que há mulheres trans que não podem.

Rowling afirmou na segunda-feira que foi contactada por muitas mulheres que foram vítimas de "campanhas de intimidação", desde assédio a ameaças de violação, e acusou essas três ativistas que divulgaram a sua morada de terem feito isso para "intimidá-la e impedi-la de defender os direitos das mulheres com base no sexo" biológico.

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