Líder birmanesa deposta pode enfrentar julgamento sem direito a advogado de defesa

Aung San Suu Kyi, 75 anos, pode ser condenada até 14 anos de prisão pelo crime relacionado com informações secretas.

A líder birmanesa deposta, Aung San Suu Kyi, pode enfrentar o julgamento no Tribunal Supremo da Birmânia por violação de informações secretas sem direito a um advogado de defesa.

O advogado birmanês Khin Maung Zaw, da equipa que representa a líder da Liga Nacional para a Democracia (LND) disse à agência espanhola Efe que o Tribunal Supremo da Birmânia emitiu uma série de audições judiciais, em que se incluiu Aung San Suu Kyi e outras quatro pessoas, em que os acusados têm de se defender a si próprios.

"O Estado está representado pela Procuradoria, mas nenhum dos acusados está representado por advogados (...) vão defender-se a si próprios", disse Zaw sobre a audiência relacionada com a acusação referente à alegada divulgação de documentos secretos.

Aung San Suu Kyi, 75 anos, pode ser condenada até 14 anos de prisão pelo crime relacionado com as informações secretas.

A líder deposta no golpe de Estado militar de 01 de fevereiro enfrenta dois processos diferentes: um no Supremo sobre documentação de Estado e outro no tribunal da capital birmanesa sobre um caso de suposta importação de aparelhos eletrónicos, violação das normas contra a propagação da pandemia de covid-19, e incitação ao ódio.

Aung San Suu Kyi que esteve inicialmente presa em casa foi transferida para um "local desconhecido", de acordo com o autoproclamado Governo de Unidade Nacional formado pelos aliados da líder da LND.

De acordo com os advogados, o último encontro que estabeleceram com Aung San Suu Kyi foi no passado dia 24 de maio, no tribunal, tendo a reunião sido transmitida pela televisão.

Aung San Suu Kyi encontrava-se sentada no banco dos réus, com uma máscara de proteção sanitária, ao lado do Presidente deposto, Win Myint que também foi detido no dia do golpe militar.

Desde o passado dia 01 de fevereiro mais de 840 pessoas morreram em atos de repressão exercidos pelas forças controladas pelos militares, de acordo com a Associação de Auxílio aos Presos Políticos que contabiliza 5.600 prisioneiros.

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