Zuma responde a Mia Couto e explica questão da imigração ilegal

Presidente agradece apoio de Moçambique durante o apartheid e diz lembrar-se do escritor dos seus tempos no exílio. Admite que nada justifica violência contra estrangeiros.

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, agradeceu o apoio dos moçambicanos na luta contra o apartheid, em resposta a uma carta aberta do escritor moçambicano Mia Couto, mas salientou que o seu país enfrenta um problema de imigração ilegal. "Há algumas queixas e problemas que cidadãos levantam e que precisam ser ponderadas", escreveu Zuma, numa carta publicada sexta-feira na íntegra em várias edições eletrónicas de jornais sul-africanos, referindo-se ao aumento da imigração ilegal, à criminalidade e à competição por postos de trabalho.

Segundo o presidente sul-africano, as queixas dizem também respeito a estrangeiros não documentados que expulsam dos seus espaços pequenos vendedores locais, outros que se dedicam ao tráfico de droga ou de pessoas, e ainda imigrantes ilegais que aceitam salários mais baixos. "Nenhuma destas queixas justifica qualquer forma de violência contra estrangeiros e que não será tolerada pelo governo", destaca Zuma, acrescentando que "nem todos os imigrantes estão ilegais e nem todos estão envolvidos em atividades criminosas".

Na sua longa carta de resposta ao "irmão Mia Couto", Zuma agradeceu o apoio recebido no seu exílio em Maputo. "Não posso esquecer--me da amizade que Moçambique concedeu aos meus camaradas e a mim pessoalmente. Na verdade, Moçambique tornou-se a minha segunda casa e mantém-se como minha casa", escreveu.

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