Visita guiada ao embondeiro plantado ao contrário para mostrar um país do avesso

Sobrinho do fundador da Renamo faz balanço de 40 anos de independência no lugar onde foi dado tiro de partida para guerra civil.

No lugar onde começou a guerra civil entre Renamo e governo moçambicano, permanece um monumento que a família do fundador do movimento, André Matsangaíssa, plantou, na forma de embondeiros com as raízes para o ar, símbolo de um país ao contrário. Passados 40 anos sobre a independência de Moçambique, Benjamim Matsangaíssa, sobrinho do fundador do atual maior partido da oposição, considera que as expectativas da população sobre a liberdade foram goradas e "o país contínua do avesso". Além de uma memória política, Benjamim é também herdeiro deste monumento singular, erguido na propriedade da família em Messica, distrito de Manica, na província com o mesmo nome, vincando que a independência de Moçambique ainda não beneficia todos.

"40 anos depois, o país não está grande coisa em termos de desenvolvimento e de resposta à expectativa que o povo tinha. E isso resume-se neste monumento, o país está de pernas para o ar", explicou à Lusa Benjamim, 53 anos, cuja infância se confunde com a história da Renamo. Para o sobrinho do fundador do movimento, morto em combate em 1979, a população moçambicana esperava desenvolvimento socioeconómico, acesso a escolas, melhores condições de saúde, distribuição de riqueza, além de uma gestão democrática e transparente, o que não aconteceu.

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*) Jornalista da agência Lusa

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