Varoufakis desmente que Grécia fica sem dinheiro na quinta-feira

Presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, elogia lista de reformas cada vez mais detalhada e confia num acordo com Atenas em determinados temas. Ex-primeiro-ministro grego Antonis Samaras disponível para aliança com o seu sucessor Alexis Tsipras

A Grécia avisou que vai ficar sem liquidez na quinta-feira, dia 9, e pediu aos credores para disponibilizarem mais verbas antes de um acordo sobre a lista de reformas de Atenas, do qual dependem novos desembolsos. Proposta que foi recusada. A notícia foi avançada ontem pela Reuters, referindo que o apelo foi feito por Atenas na teleconferência dos ministros adjuntos das Finanças na zona euro que se realizou esta quarta-feira, organizada para analisar a situação da Grécia quanto às condições impostas para receber ajuda financeira. Ontem, Yanis Varoufakis negou que Atenas vá ficar sem dinheiro na quinta-feira.

"O ministro das Finanças nega categoricamente uma notícia anónima da Reuters sobre assuntos que supostamente foram discutidos durante o Grupo de Trabalho do Euro no dia 1 de abril", afirmou o gabinete de Varoufakis em comunicado.

Este alegado pedido de Atenas foi antecedido pelas declarações, também na quarta-feira, do ministro do Interior grego, Nikos Voutsis, que garantiu que o país iria ter de escolher fazer o pagamento de 450 milhões de euros ao FMI no dia 9 ou pagar salários e pensões. Declarações desmentidas no próprio dia por fonte do governo de Alexis Tsipras.

Atenas enviou na quarta-feira uma nova lista de reformas, detalhada ao longo de 26 páginas, para ser analisada pelos credores e com a qual esperam conseguir arrecadar até 6100 milhões este ano. Entre estas medidas está um aumento dos impostos sobre carros de luxo, iates e piscinas (20 milhões de euros), subida dos preços das entradas em museus e locais arqueológicos (5 a 10 milhões de euros), acordos judiciais com 64 mil contribuintes que recorreram aos tribunais para invalidar multas fiscais de 2014 (100 a 200 milhões de euros) e a luta contra a fuga ao IVA através da análise informática (350 a 420 milhões de euros.

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