Uma mulher presidente? Lagarde é a preferida de metade dos franceses

Sondagem revela popularidade da diretora-geral do FMI cujo mandato termina no verão de 2016, a tempo das primárias da direita para as presidenciais de 2017.

Que os franceses estão dispostos a eleger uma mulher para a presidência parece garantido - 94% dos inquiridos numa sondagem Harris Interactive para a revista La Parisienne afirmam que sim. Já no momento de escolher qual das suas políticas preferem ver no Eliseu, metade das respostas vão para a atual diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde. Bem à frente da ex-secretária geral do PS Martine Aubry , (40%), da ex-candidata presidencial e atual ministra do Ambiente, Ségolène Royal (36%) ou da presidente da Câmara de Paris, a socialista Anne Hidalgo (32%).

O mesmo estudo mostra que Marine Le Pen, a líder da Frente Nacional que outras sondagens já deram a vencer uma eventual primeira volta das presidenciais de 2017, aparece apenas no oitavo lugar das preferências, com 24%.

Ministra da Economia no governo do conservador François Fillon, entre 2007 e 2011, nesse ano, Lagarde sucedeu ao também francês Dominique Strauss-Khan à frente do FMI, depois de este ter sido detido por suspeito de violação de uma empregada de hotel em Nova Iorque e ter deixado o cargo. Desde então, a antiga advogada que em adolescente foi campeã de natação sincronizada soube afirmar-se à frente da instituição financeira, destacando-se na gestão das crise, como a da dívida grega.

Destacando-se nas fotos de família pela alta estatura e pela cabeleira branca, Lagarde tornou-se presença essencial em qualquer lista das mulheres mais poderosas do mundo - a Forbes coloca-a em sexto lugar no último ranking.

Mas estará Lagarde interessada em candidatar-se às presidenciais? "Nem pensar nisso!", respondia a própria diretora do FMI em fevereiro numa entrevista à edição francesa do HuffingtonPost. E acrescentava mesmo que não estava a ver uma mulher no Eliseu já nas próximas eleições.

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