Um mês depois de ter contraído ébola, Teresa Romero sai do isolamento

Últimas análises feitas à auxiliar de enfermagem espanhola confirmaram que nos seus fluídos corporais não restam sinais do vírus do ébola.

Assim, hoje à tarde, a equipa de médicos do Hospital Carlos III em Madrid decidiu transferir a paciente do isolamento para um quarto convencional no 5.º andar. Teresa Romero continuará sob observação de rotina. Não teve ainda alta hospitalar. Nem deverá receber visitas. Apesar de estar acompanhada do marido, refere o 'El Mundo', na sua edição online.

Segundo testemunhas citadas pelo mesmo jornal espanhol, a auxiliar de 44 anos não conseguiu conter as lágrimas ao ser transferida. Os colegas partilharam esse momento com ela e tiraram juntos uma fotografia. Na imagem surge também o seu marido, Javier Limón, que teve alta no dia 27 de outubro, depois de ter estado sob observação no mesmo hospital.

Romero foi o primeiro caso de contágio de ébola fora de África, depois de ter tratado do missionário espanhol Manuel García Viejo, que viera da Serra Leoa e acabaria por morrer da doença no dia 26 de setembro.

A auxiliar sentiu sintomas a 30 de setembro, com febres altas, tendo-se dirigido a um centro de saúde onde lhe receitaram paracetamol para a gripe. Foi internada depois, a 6 de outubro, em regime de isolamento naquela hospital, no meio de uma forte polémica sobre a forma como teria sido contagiada e como as autoridades e a ministra da Saúde, Ana Mato, lidaram com o caso.

Enquanto esteve internada em estado grave, a auxiliar de enfermagem não sabia que o seu cão, 'Excalibur', tinha sido abatido por motivos de saúde pública. Agora, quando teve conhecimento do sucedido, ficou cheia de raiva. "O que fizeram ao meu cão? Esses filhos da mãe? Porque o mataram? Não quero entrevistas! Quero o meu cão. Preciso do meu cão", disse na quinta-feira ao marido, enquanto este a questionava se ela queria dar uma entrevista ao 'El País'. Javier Limón está "visivelmente emocionado" e o "seu rosto reflete a dor", relatou na sexta-feira esse mesmo jornal espanhol.

Até esse dia, a epidemia do ébola tinha morto 4 951 pessoas e contaminado 13 567 em oito países, segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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