UKIP dispara e até já há trabalhistas a defender controlo da imigração no Reino Unido

Partido eurocético sobe nas intenções de voto em pleno conflito com Bruxelas por causa de 2,1 mil milhões de euros para a UE

O UKIP de Nigel Farage voltou a subir nas sondagens em pleno clima de tensão entre Bruxelas e o governo britânico por causa dos 2,1 mil milhões de euros de contribuição que o Reino Unido tem de pagar para o orçamento comunitário no dia 1 de dezembro. O partido, crítico da União Europeia, do euro, da imigração e da livre circulação, surgiu ontem com 19% das intenções de voto num estudo de opinião publicado pelo The Independent. Trata-se do valor mais elevado alguma vez atribuído à formação eurocética num inquérito telefónico realizado pelo instituto ComRes, assinalaram ontem os media britânicos.

Os 19% significam uma subida de quatro pontos em relação ao estudo do mês passado e de um ponto a mais do que o recorde anterior do UKIP registado em junho. Os conservadores de David Cameron sobem um ponto, para os 30%, ficando ao mesmo nível dos trabalhistas do Labour de Ed Miliband. Estes caem cinco pontos. Os liberais-democratas de Nick Clegg descem um ponto, para os 9%, e os Verdes mantêm-se nos 4% das intenções de voto dos eleitores.

Este é também o primeiro estudo ComRes para o The Independent desde que Douglas Carswell, um dissidente dos conservadores, venceu para o UKIP as eleições intercalares na circunscrição de Clacton. E surge um dia depois de o primeiro-ministro britânico ter garantido num discurso que fez na câmara dos Comuns que o seu país "não pagará dois mil milhões de euros a ninguém a 1 de dezembro". A Comissão Europeia avisou que se os britânicos não pagarem a tempo a sua contribuição poderá haver lugar ao pagamento de multas.

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