Tsipras passa do radicalismo ao realismo para governar

Líder do Syriza escreveu no Twitter que já não quer tirar a Grécia da NATO e os seus conselheiros garantem que também não querem ver o país abandonar a zona euro

À medida que a campanha evolui e se aproximam as eleições legislativas antecipadas gregas, o Syriza de Alexis Tsipras vai suavizando as suas propostas perante a possibilidade de vir a formar governo caso vença o escrutínio de dia 25. "Se Tsipras quer sobreviver, ser bem aceite pela Europa, tem de mostrar algum grau de realismo", dizia na semana passada uma fonte oficial da zona euro que falou a coberto do anonimato à Reuters. E parece ser mesmo isso que o político grego, de 40 anos, está a fazer, operando uma passagem lenta e suave do radicalismo puro e duro para um certo realismo.

A dívida e o perdão realista

Quando no dia 3 lançou a sua campanha eleitoral no estádio de Neo Faliro, perto de Atenas, Tsipras prometeu que se chegar ao governo pedirá aos parceiros europeus e aos credores internacionais um corte da maior parte da dívida que "se tornou impossível de ser paga". Mas, sublinhou o líder do Syriza, quer fazê-lo "com realismo". Numa altura em que a dívida grega é avaliada em 317 mil milhões de euros (177% do PIB), Tsipras e o partido radical de esquerda que surge em primeiro nas sondagens propõem a realização de uma conferência internacional para discutir o perdão da dívida grega, semelhante à realizada em 1953 e que aliviou parte da dívida da Alemanha depois da II Guerra Mundial.

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