Tsipras ataca Lisboa e é acusado de criar "inimigos imaginários"

Primeiro-ministro grego disse que Portugal e Espanha queriam o fracasso das negociações e provocar a queda do governo do Syriza por temerem a sua influência em ano eleitoral

Portugal e Espanha foram ontem os alvos dos ataques do primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, que acusou Lisboa e Madrid de trabalharem com a oposição conservadora grega com o objetivo de provocar a queda do governo de Atenas. Tsipras falou num "eixo de poder" que tentou levar as negociações no Eurogrupo "para o abismo". O ex-primeiro-ministro Antonis Samaras acusou-o de "criar inimigos imaginários para justificar as suas próprias mentiras e impasses". E acrescentou: "Devia ter vergonha."

Numa reunião do comité central do Syriza, Tsipras disse que o seu governo se deparou "com um eixo de poder, liderado pelos governos de Espanha e de Portugal que, por motivos políticos óbvios, tentou levar a Grécia para o abismo durante todas as negociações". Segundo o primeiro-ministro, "o plano era e é desgastar-nos, derrubar o nosso governo e levá-lo a uma rendição incondicional antes que o nosso trabalho comece a dar frutos e antes que o exemplo da Grécia afete outros países, principalmente antes das eleições em Espanha".

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