Tsipras anuncia pela televisão que se demite e pede eleições antecipadas para a Grécia

(ATUALIZADA) Primeiro-ministro grego falou pela televisão ao país e anunciou a sua demissão e do seu governo.

Na televisão estatal grega ERT, o primeiro-ministro Grego, Alexis Tsipras, anunciou esta tarde (início da noite em Atenas) que irá apresentar a sua demissão e do seu executivo ao Presidente da República e pediu a realização de eleições antecipadas.

"Os eleitores vão julgar-nos [aos polícos]. Àqueles que promoveram o caminho do [regresso ao] drac,a e os que serviram o sistema vigente", afirmou Tsipras na televisão.

O ainda primeiro-ministro fez questão de afirmar que está "orgunhoso do trabalho do Governo". "Trouxemos a Grécia pela a primeira linha dos assuntos mundiais".

A convocatória de eleições antecipadas é, para Tsipras "uma obrigação moral", que "ponha nas mãos dos eleitores o julgamento" do que foi feito.

"Peço o vosso voto para que, de forma mais estável, possa concluir o programa governamental", afirmou ainda.

Fonte do executivo dissera antes que "o objetivo é realizar eleições a 20 de setembro".

O jornal Kathimerini, que já havia avançado com esta data, escreve ainda que em cima da mesa está também a data de 27 de setembro.

Tsipras seguiu da intervenção televisiva, que durou cerca de 18 minutos, para um encontro com o presidente da República, Prokopis Pavlopulos, a quem apresentou a demissão e solicitou que nomeasse um governo interino.

De acordo com a Constituição, chefe do Estado terá agora de mandatar o líder do partido com a segunda maior representação parlamentar para formar governo num prazo de três dias. No caso, tratar-se da Nova Democracia e ontem o seu líder, Vangelis Meimarakis, já disse que vai aproveitar este prazo para evitar a convocação de eleições antecipadas. Caso falhe, o presidente grego fará o mesmo pedido ao terceiro partido mais votado, os neonazis da Aurora Dourada, que terá também três dias para tentar formar governo.

A demissão de Tsipras e o seu pedido de eleições antecipadas terão como objetivo travar a rebelião no Syriza - o terceiro programa de resgate só foi aprovado com o voto favorável dos partidos da oposição pró-europeus - e garantir o apoio à implementação desse programa.

A hipótese de um voto de confiança no Parlamento foi assim descartada, favorecendo-se antes a convocação de eleições antecipadas.

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