Troika pode mudar de nome, mas a estrutura mantém-se

Para o Eurogrupo trata-se de "uma questão de semântica, já que a estrutura mantém-se".

O Eurogrupo admite "ser completamente flexível em relação ao nome" que o governo grego quiser dar à troika, considerando que se trata de "uma questão de semântica, já que a estrutura mantém-se, uma vez que a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional terão sempre que expor a "sua opinião" sobre o acordo para a Grécia, avançou um alto responsável do Eurogrupo.

É alias com aquelas três instituições que o governo grego está em conversações para resolver o impasse, embora, no final da cimeira, tenha anunciado que a "a troika e o programa acabaram". Nos corredores, de Bruxelas e nas salas do Eurogrupo faz-se até ironia, dizendo-se que Atenas está "a negociar com as instituições tradicionalmente designadas como T..." e tem como base de trabalho o documento "tradicionalmente designado como programa".

Em Berlim, o governo de Merkel já fez saber que "não acredita que a OCDE possa anular o papel da troika". E, apesar da Comissão, o Conselho e o Parlamento já terem assumido que futuros em resgates seriam seriam acionados apenas os mecanismos europeus, nesta altura, nos corredores diplomáticos defende-se que "o papel do FMI não pode ser subestimado", confidenciou fonte diplomática ao DN.

Em Bruxelas, admite-se que o ponto de honra fixado pelo novo governo grego de acabar com a estrutura informal que reúne as três instituições credoras parece ter vindo dar-lhe um novo fôlego.

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