Três pontes destruídas para bloquear Donetsk

Três pontes sobre estradas com ligação a Donetsk, na Ucrânia, foram destruídas na segunda-feira. Não é claro quem as destruiu, com recurso a explosivos, mas os media do país, baseados em fontes militares, apontam o dedo aos rebeldes pro-russos.

As tropas ucranianas reconquistaram o controlo de Slaviansk e Kramatorsk no sábado. Os separatistas pro-russos, que reclamam ter conquistado Popasnaya na segunda-feira, recuaram e estarão a reorganizar-se em Donetsk, no leste do país.

Um jornalista disse à BBC que os civis em Donetsk estão assustados e muitos preparam-se parta lutar. "De momento não há tiroteios mas as pessoas estão apavoradas", disse Yevgeny Shibalov. "Muitas lojas estão fechadas e alguns bancos anunciaram já oficialmente que vão fechar as suas agências na cidade", relatou.

Uma das pontes destruída, perto de Novobakhmutivka, ferroviária, foi destruída à passagem de um comboio de mercadorias. As outras duas vias localizam-se perto das cidades de Zakitne e Seleznevka.

O canal televisivo ucraniano 5 Channel TV adiantou que os rebeldes pro-russos estão por detrás destes ataques. Testemunhas dizem ter visto homens de camuflado a entrar nos vagões do comboio de mercadorias antes da explosão.

Os caminhos de ferro ucranianos fizeram já saber que a reparação das pontes demora mais de mês e meio.

Mykhaylo Koval, um oficial ucraniano, disse que as tropas do país preparam-se para continuar as operações contra os separatistas. "Há um plano estratégico claro, que foi aprovado. O plano está focado em dois centros regionais importantes: Luhansk and Donetsk. Estas cidades serão completamente bloqueadas", disse Koval, citado pela BBC.

"Estas medidas vão fazer com que os separatistas - vamos chamá-los bandidos - sejam obrigados a depôr as armas", acentuou.

Na segunda-feira o homem mais rico da Ucrânia, o magnata do carvão e do aço Rinat Akhmetov, pediu ao governo para não bombardear a sua cidade natal, Donetsk e a região de Donbas - importante zona de minas e indústria, a segunda mais povoada da Ucrânia a seguir à capital, Kiev.

Notícia corrigida às 18h59

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