Tráfico de cornos de rinoceronte no aeroporto de Maputo

Funcionários do aeroporto de Maputo envolvidos em tráfico de cornos de rinoceronte. África do Sul, só este ano, perdeu 560 destes animais para a caça furtiva.

Um funcionário público e outros dois trabalhadores de uma empresa privada que opera no terminal de cargas no aeroporto da capital moçambicana estão envolvidos no tráfico de cornos de rinoceronte, segundo fonte judicial, noticia hoje a imprensa.

O diário eletrónico Media Fax adianta hoje que os suspeitos facilitaram a 31 de outubro o embarque de duas malas com 48 quilos de cornos de rinoceronte no aeroporto internacional de Maputo com destino ao Vietname, após uma escala na África do Sul.

A carga foi apreendida no aeroporto Oliver Tambo, em Joanesburgo, a maior operação do género na África do Sul, e dois cidadãos vietnamitas foram detidos, segundo noticiou na altura a imprensa sul-africana.

"As malas foram despachadas no nosso aeroporto com violação dos procedimentos aeroportuários, visto não terem passado do 'scanner'. Uma das hospedeiras suspeitou das malas e denunciou o caso às autoridades sul-africanas. Depois de termos tomado conhecimento dirigimo-nos à África do Sul para averiguar a situação", disse o porta-voz da Procuradoria da República da Cidade de Maputo, citado no Media Fax.

Marcelo Vilanculos afirmou que os suspeitos vão responder a um processo-crime e que decorrem investigações para apurar o local onde os animais foram abatidos.

Cerca de 70% da população mundial de rinocerontes está concentrada na África do Sul, que, só este ano, perdeu 560 destes animais para a caça furtiva destinada sobretudo a países asiáticos como a China e o Vietname, onde se acredita que os chifres destes animais têm propriedades medicinais contra o cancro.

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