Testemunhas do atentado dizem que atacantes eram da Al-Qaeda

Corinne Rey, colaboradora do Charlie Hebdo, diz que os atacantes "falavam perfeitamente o francês" e se diziam da Al-Qaeda.

A cartoonista Corinne Rey, colaboradora do jornal satírico Charlie Hebdo, contou que os homens que atacaram a sede do jornal se identificavam como sendo da Al-Qaeda. Uma outra testemunha, Cédric Le Béchec, viu os atacantes a entrar roubar um carro e afirmou ao jornal 20 minutes que, ao entrar na viatura, disseram: "Contem aos media que somos da Al-Qaeda do Yémen".

Ao telefone com o jornal francês L'Humanité, a cartoonista, conhecida como Coco, contou que voltava ao jornal após ir buscar a filha à creche quando foi ameaçada por dois homens de capa tapada que estavam armados.

"Queriam entrar, subir. Inseri o código. Dispararam sobre Wolkinski, Cabu..." disse, referindo dois dos cartoonistas que morreram no atentado. "Falavam perfeitamente francês", afirmou Corinne Rey, dizendo ainda que os homens "se diziam da Al'Qaeda".

"Aquilo durou cinco minutos... estava escondida debaixo de uma secretária", disse Corinne Rey ao jornal, que refere que a desenhista ainda estava no local do atentado quando falou, e que estava "em estado de choque".

Cédric Le Béchec estava no nordeste de Paris, perto da Porte de Pantin, quando viu um carro preto parado no meio da rua e dois homens que roubavam o carro a uma pessoa. Segundo o jornal 20 minutes, a quem contou o acontecimento, não relacionou o caso com o atentado que se passara noutra zona da cidade. "Entraram no carro a dizer: 'Digam aos media que nós somos da Al-Qaeda no Yémen'", disse Le Béchec.

Segundo Jason Burke, especialista da Al-Qaeda e correspondente do jornal Guardian, a Al-Qaeda do Yémen trata-se de uma filial da Al-Qaeda que "há muito preocupa" o ocidente. Esta filial é a única que "tem mostrado um interesse consistente em atacar o ocidente - e tem chegado muito perto de o fazer com sucesso - há muitos anos", disse Burke ao jornal britânico.

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