Termina conferência internacional sobre a sida

A 20.ª Conferência Internacional sobre a Sida, que reuniu mais de 12 mil especialistas em Melbourne, Austrália, para debater os principais avanços no tratamento do VIH/sida e das doenças associadas, termina hoje.

Organizada de dois em dois anos, a conferência, que se iniciou no passado dia 20, visou, sobretudo, concitar a atenção para os problemas de financiamento da pesquisa, tendo a edição deste ano decorrido sob o lema "Acelerar o Ritmo" (Stepping up the Pace).

Durante os trabalhos foi revelado que o número de pessoas com VIH/Sida em todo o mundo é 18,7% menor do que o calculado pela ONU/Sida, em 2012, e demonstrado que desde 2000 o total de doentes com VIH, tuberculose e malária desceu em todo o mundo.

O número de seropositivos em todo o mundo era de 35 milhões em 2013, segundo um relatório divulgado dias antes do início da conferência, pelo Programa Conjunto da ONU para o VIH/Sida (ONUSIDA).

O documento, de 400 páginas, destaca que 19 milhões daquelas pessoas ignoram que estão infetados com sida.

Quanto a novas infeções, o estudo salienta que a tendência é a sua diminuição, com 2,1 milhões em 2013, comparativamente aos 3,4 milhões registados em 2001.

A nível regional, a África subsaariana é a mais atingida pela epidemia, com 24,7 milhões de seropositivos, seguindo-se Ásia e Pacífico (4,8 milhões), América Latina (1,6 milhões), América do Norte, Europa Ocidental e Central (2,3 milhões), Europa de Leste e Ásia Central (1,1 milhões), Caraíbas (250 mil), Médio Oriente e norte de África (230 mil).

Em Portugal, a prevalência de VIH nos trabalhadores do sexo é maior nos homens (cerca de 15%) do que nas mulheres (6%), de acordo com o documento.

O número de novos casos de sida em Portugal diminuiu em 2013, ano em que, segundo as autoridades portuguesas, foram registadas menos 200 notificações relativamente a 2012.

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