Snowden e Malala finalistas de prémio Sakharov

O Parlamento Europeu escolheu hoje a adolescente paquistanesa baleada por um talibã, Malala Yousafzai, o ex-analista norte-americano da NSA exilado na Rússia, Edward Snowden, e três ativistas bielorussos para finalistas do Prémio Sakharov 2013.

A candidatura de Malala Yousafzai, que aos 11 anos, em 2009, começou a defender a educação feminina no vale de Swat, no Paquistão, é apoiada pelos líderes dos três maiores grupos políticos do PE.

Em 2012, sobreviveu ao ataque de um talibã, que a baleou na cabeça, tendo-se tornado um símbolo da luta pelos direitos das mulheres e pelo acesso à educação.

Por seu lado, Edward Snowden, um informático contratado pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla inglesa) norte-americana é o candidato indicado pelos Verdes e o Grupo da Esquerda Unitária.

Snowden divulgou informação classificada sobre programas de vigilância dos EUA, tendo sido acusado de espionagem e estando asilado na Rússia.

Em representação de todos os presos políticos bielorrussos, 43 eurodeputados nomearam o presidente de uma ONG de defesa de direitos humanos, Ales Bialatski, o ativista Eduard Lobau, e Mykola Statkevich, que foi candidato presidencial.

Os três estão detidos desde dezembro de 2010, depois de terem protestado contra o resultado das presidenciais, que conferiram um novo mandato a Alexander Lukashenko, que classificaram como "fraudulento".

O vencedor será divulgado no dia 10 de outubro e o o prémio será entregue a 20 de novembro, em Estrasburgo

O Prémio Sakharov para a liberdade de pensamento, no valor de 50 mil euros, foi atribuído, em 2012, ao cineasta Jafar Panahi e à advogada e ativista Nasrin Sotoudeh, ambos iranianos.

Nelson Mandela e o dissidente soviético Anatoly Marchenko (a título póstumo) foram os primeiros galardoados, em 1988.

Em 1999, o prémio Sakharov foi entregue a Xanana Gusmão (Timor-Leste) e, em 2001, a Zacarias Kamwenho (Angola).

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