Sete mineiros detidos e armas confiscadas em operação policial

Um forte contingente policial levou hoje a cabo uma operação contra os alojamentos dos mineiros de Marikana, confiscando milhares de armas artesanais e detendo pelo menos sete suspeitos de vários crimes.

A operação teve início em Nkagend e Wonderkop, nas imediações de Marikana, às primeiras horas da manhã, ainda antes do Sol nascer, e prolongou-se pela maior parte da manhã, envolvendo centenas de agentes envergando coletes à prova de bala e viseiras, apoiados por dezenas de carros blindados "Nyala" e meios aéreos.

Nas buscas levadas a cabo em estalagens coletivas e casas dos mineiros, que estão em greve desde 10 de agosto, as autoridades recolheram e confiscaram grandes quantidades de lanças, catanas e outras armas designadas por tradicionais e que os grevistas empunham diariamente nas suas reuniões e marchas de protesto e que são utilizadas para ameaçar e intimidar os colegas que não aderem à greve.

Durante a manhã, um grupo de mineiros tentou reunir-se na colina de Wonderkop - o ponto favorito de reunião dos grevistas e onde a 16 do mês passado 34 foram mortos pelas autoridades -, mas o contingente policial forçou-os a dispersar com recurso a granadas de gás lacrimogéneo e balas de borracha.

"Todos os detidos foram acusados de violência pública e manifestação ilegal. Alguns estavam na posse de substâncias proibidas, designadamente marijuana, que foi também confiscada", disse o brigadeiro Thulani Ngubane.

Aquele porta-voz referiu que a quantidade de armas confiscadas não foi ainda estabelecida, estando a decorrer o processo de contagem, mas adiantou que "elas encheram vários camiões".

O Governo anunciara ontem em conferência de imprensa na capital, Pretória, que iria restaurar a ordem na zona de Rustenburg, onde se situam as maiores minas de platina do mundo, e que poria fim às manifestações ilegais e ao clima de terror criado pelos grevistas de Marikana contra outros mineiros e populações em geral.

A onda grevista e a violência a ela associada não é considerada legal por não ter sido originalmente convocada por sindicatos reconhecidos, por não haver pré-avisos e por falta de uma representação sindical reconhecida pelos grevistas nos mecanismos e fóruns negociais.

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