Sergio Mattarella: um juiz na presidência de Itália. Uma vitória para Renzi

Primeiro-ministro conseguiu impor o seu candidato e contou com os votos de 30 eleitos do Força Itália, que desafiaram Berlusconi.

Quando na terça-feira tomar posse como presidente de Itália, Sergio Mattarella só tem de atravessar a rua entre o T1 na Casa de Hóspedes do Tribunal Constitucional onde vive desde a morte da mulher, em 2012, e o Palácio do Quirinal, residência oficial do chefe do Estado. Entretanto talvez o juiz já tenha escrito o discurso de vitória no qual na véspera de ser eleito - ontem com 665 dos 1009 votos dos senadores, deputados e delegados das regiões - se recusara a pensar para não dar "azar".

"Bom trabalho, presidente Mattarella. Viva a Itália", escreveu logo o primeiro-ministro, Matteo Renzi, no Twitter. Com a eleição do seu "candidato" logo à quarta ronda de votações, o chefe do governo italiano mostrou que tem mão firme sobre o seu Partido Democrático (PD) - evitando as dissidências que em 2013 minaram a eleição de Romano Prodi como presidente e forçaram Giorgio Napolitano a aceitar um segundo mandato. Além disso, Renzi conseguiu impor o nome do juiz siciliano ao aliado Silvio Berlusconi. De facto, apesar de o ex-primeiro--ministro ter pedido aos eleitos do Força Itália que votassem em branco, 30 acabaram por dar o seu voto a Mattarella, provocando alguma tensão nas fileiras do partido.

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