Seis milhões de habitantes obrigados a recolher obrigatório de três dias

Presidente da Serra Leoa diz que a medida é "uma oportunidade para as comunidades participarem diretamente na luta para atingir zero casos [de Ébola] e de pensarem e orarem para a erradicação" da doença do país.

Os cerca de seis milhões de habitantes da Serra Leoa iniciam hoje um recolher obrigatório de três dias para tentar travar a propagação do vírus Ébola, repetindo a bem sucedida iniciativa semelhante desencadeada em setembro de 2014.

O decreto presidencial, que confina a população às respetivas casas, entre as 06:00 e as 18:00 locais (mesma hora em Lisboa), foi apresentado pelo Presidente Ernest Bai Koroma como "uma oportunidade para as comunidades participarem diretamente na luta para atingir zero casos [de Ébola] e de pensarem e orarem para a erradicação" da doença do país.

"Nenhuma atividade comercial será autorizada durante este período", durante o qual os restaurantes e bares serão fechados e as atividades nas praias proibidas, disse Koroma.

Apesar de ser um país de maioria muçulmana, está previsto um abrandamento das restrições entre as 07:00 e as 14:00 locais de 29 de março, que coincide com a festa cristã do Domingo de Ramos.

Segundo os dados mais recentes, divulgados quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ter confirmado na quarta-feira que o vírus já causou a morte de 3.700 pessoas na Serra Leoa.

A doença transmite-se por contacto direto com o sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infetadas e ainda não existe tratamento nem vacina certificada.

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