São Paulo sem água cinco dias por semana

Responsável pelo abastecimento admite "racionamento pesado, drástico" se as chuvas continuarem abaixo da média até março. Reservatórios estão com 5% da capacidade.

Os jornais de São Paulo têm usado palavras como "caos", "tragédia" ou "apocalipse" para ilustrar os últimos e, sobretudo, os próximos dias dos seus mais de 20 milhões de habitantes. A crise hídrica que levou os reservatórios que abastecem a cidade a dispor apenas de 5% da sua capacidade e a inevitabilidade de um racionamento de água, assumido por responsáveis e técnicos, ainda em 2015, assustam a população da maior cidade do Brasil e da América do Sul.

"Se as chuvas insistirem em continuar a não cair no Sistema Cantareira [conjunto de seis barragens que abastecem a megalópole] teremos de recorrer a um racionamento de água, a um racionamento drástico e pesado de dois dias por semana com água e cinco dias sem água", afirmou esta semana Paulo Yoshimoto, diretor metropolitano da Sabesp, a companhia que gere a água em São Paulo.

Nos últimos dois meses a população de São Paulo já vem sofrendo com cortes consecutivos de água nas residências. Escolas reduzem gastos em alimentação e vigiam idas às casas de banho dos alunos. Restaurantes e outras empresas abdicam de um turno comercial. E a câmara municipal abriu caça à multa a quem lavar o automóvel ou os passeios.

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