Sanções a Teerão vão falhar e abrir caminho a ataque

Responsáveis em sectores fundamentais da Administração Obama estão cada vez mais convencidos de que as sanções não impedirão Teerão de prosseguir com o seu programa nuclear e acreditam que os EUA não terão outra opção se não atacar o Irão ou deixar Israel fazê-lo. A tese é avançada pelo diário britânicoThe Guardian.

O Presidente tornou claro em público, e em privado para Israel, que está decidido a dar tempo suficiente para que as recentes medidas - incluindo o bloqueio financeiro e o iminente embargo europeu do petróleo - atinjam a já abalada situação económica do Irão, antes de fazerem alterações na estratégia de pressão sobre Teerão.

Há, contudo, uma forte corrente de opinião dentro da Administração Obama - incluindo no Pentágono e no Departamento de Estado - que acredita que as sanções estão condenadas ao fracasso e que a sua principal utilidade consiste em atrasar uma ação militar israelita, bem como garantir aos europeus que um eventual ataque só surgirá depois de todos os outros meios terem sido utilizados.

"A Casa Branca quer ver as sanções a funcionar. Isto não é a Casa Branca dos tempos de Bush. Não precisamos de outro conflito", disse um responsável, conhecedor da política do Médio Oriente. "O problema é que os tipos em Teerão estão a comportar-se como se as sanções não tivessem importância, como se a economia deles não estivesse à beira do colapso, como se Israel não fosse fazer nada."

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