Rússia recusa enviar delegação parlamentar a Washington

A Rússia renunciou a enviar uma delegação parlamentar a Washington após a recusa de congressistas norte-americanos em ouvir os deputados russos sobre um eventual ataque contra a Síria, disse hoje o presidente da câmara baixa do parlamento (Duma).

"A delegação de parlamentares russos não irá aos Estados Unidos para falar sobre a questão síria", disse Serguei Narychkine, citado pelas agências noticiosas.

"A recusa de ouvir os nossos argumentos ao nível parlamentar mostra quanto os nossos parceiros norte-americanos reconhecem a fraqueza da sua posição e diz muito sobre a sua atitude perante o direito internacional", acrescentou.

Narychkine e a presidente da câmara alta do parlamento (Conselho da Federação), Valentina Matvienko, anunciaram na segunda-feira, após um encontro com o presidente Vladimir Putin, o envio de uma delegação parlamentar aos Estados Unidos para tentar convencer o Congresso e o Senado norte-americanos a não autorizarem ataques à Síria.

John Boehner, presidente republicano da Câmara dos Representantes norte-americana, recusou o encontro, segundo indicou na quinta-feira o seu porta-voz.

Uma resolução que autoriza ataques militares à Síria foi aprovada na quarta-feira pela comissão senatorial dos EUA para os Negócios Estrangeiros.

Com 10 votos a favor e sete contra, e uma abstenção, a comissão aprovou uma proposta dos dois partidos.

A sessão plenária do Senado deve votar o documento na próxima semana, ficando a faltar a sua discussão e votação posterior na Câmara dos Representantes.

Esta foi a primeira votação a favor do uso da força desde outubro de 2002, quando o Congresso aprovou a invasão do Iraque, e a quarta vez desde a guerra do Vietname.

Obama pediu autorização ao Congresso para fazer um ataque militar para castigar o alegado uso de armas químicas por parte do regime sírio do Presidente Bashar al-Assad, em 21 de agosto passado, que terá causado mais de 1.400 mortos.

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