Ronda negocial sobre nuclear iraniano termina sem acordo

A segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear iraniano terminou sem acordo, mas com as diferentes partes a revelarem ter-se verificado avanços. O secretário de Estado John Kerry reconheceu isso mesmo, mas não deixou de colocar ênfase no facto de os EUA estarem determinados a que o regime de Teerão não possua a arma nuclear.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, garantiu hoje não estar desapontado com a ausência de acordo na segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear iraniano.

"Não estou desapontado de todo", disse Zarif aos jornalistas após o anúncio do falhanço negocial, depois de três dias de intensas conversações em Genebra, na Suíça.

"Trabalhamos em conjunto e felizmente vamos ser capazes de alcançar um acordo quando voltarmos a encontrar-nos", assegurou.

Em registo semelhante, o secretário de Estado John Kerry reconheceu terem-se verificado progressos significativos, e estar-se hoje "mais perto de um acordo". Sublinhou a necessidade de deixar passar o tempo "para se criar uma relação de confiança entre países que estiveram em conflito durante muito tempo", mas deixou acentuar uma ideia sempre presente na argumentação dos EUA e restantes países ocidentais envolvidos nas negociações, a de que o Irão não pode ter acesso à arma nuclear.

Ao anunciar o desfecho das reuniões, o chefe da diplomacia francesa, Laurent Fabius, disse que permanecem por resolver "algumas questões", sem adiantar detalhes.

Uma nova ronda negocial, também agendada para Genebra, decorrerá a 20 de novembro, adiantou, por seu turno, a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, que preside às negociações.

Os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido) e a Alemanha negociaram durante três dias com Teerão, em Genebra, a forma de travar o desenvolvimento de atividades nucleares no Irão, em troca do abrandamento das sanções contra o país.

A última reunião da ronda contou com a participação de cinco ministros e um vice-ministro dos Negócios Estrangeiros dos países do grupo 5+1 e Javad Zarif.