Resultado das eleições nas Maldivas ditam 2.ª volta

O primeiro Presidente democraticamente eleito nas Maldivas, Mohamed Nasheed, e o meio-irmão do ex-ditador Maumoon Abdul Gayoom, Abdulla Yameen, deverão ser os candidatos à segunda volta das eleições presidenciais a 28 de setembro.

Segundo os resultados preliminares divulgados hoje, Mohamed Nasheed venceu o escrutínio, mas a vantagem sobre o segundo candidato mais votado não foi suficiente para garantir a eleição na primeira volta das presidenciais, que se realizou no sábado.

Mohamed Nasheed, 46 anos, conquistou 45,45 por cento dos votos e deverá defrontar na segunda volta Abdulla Yameen, meio-irmão do ditador Maumoon Abdul Gayoom, que governou as Maldivas durante 30 anos até às primeiras eleições livres em 2008.

Mohamed Nasheed, o primeiro Presidente democraticamente eleito nas Maldivas foi forçado a demitir-se em fevereiro de 2012, segundo o próprio, sob ameaça da polícia, por simpatizantes do antigo ditador.

Nasheed, do Partido Democrático das Maldivas (MDP), foi substituído no cargo pelo até então seu aliado Mohamed Waheed, que também se apresentou às eleições de sábado como candidato independente.

Abdulla Yameen conquistou 25,25 por cento dos votos, uma ligeira vantagem sobre o terceiro candidato mais votado, o magnata do turismo Gasim Ibrahim (24,07 por cento), segundo a comissão eleitoral.

O Presidente cessante Mohamed Waheed foi considerado o grande derrotado das eleições, tendo conseguido apenas 5,13 por cento dos votos.

A participação eleitoral entre os cerca de 240 mil eleitores atingiu os 88,43 por cento.

Mohamed Nasheed é um antigo mergulhador e militante favorável à democratização do país.

Vencedor das primeiras eleições livres em 2008, denunciou ter sido alvo de um golpe de Estado após a sua demissão na sequência de um motim de polícias.

Na altura acusou o seu vice-presidente, Mohamed Waheed, que lhe sucedeu, de ter participado numa conspiração para o depor com os apoiantes do antigo ditador Maumoon Abdul Gayoom.

Na sequência da sua demissão, o arquipélago, conhecido pelas suas praias paradisíacas, viveu uma grave crise política.

A subida ao poder de Waheed desencadeou uma vaga de protestos e incidentes que se prolongou por vários meses e chegou a ameaçar o turismo, o principal setor económico do país.

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