Regime lamenta morte de jornalistas em Misrata, mas rejeita responsabilidade

O regime de Muammar Kadhafi disse-se hoje "muito triste" com a morte na quarta-feira de dois jornalistas, vítimas de um disparo de morteiro na cidade cercada de Misrata, e rejeitou qualquer responsabilidade do exército nesse incidente.

"Ficamos muito tristes com todas as perdas de vidas humanas, mesmo do lado dos rebeldes. Estamos verdadeiramente tristes com a perda dessas duas vidas", disse à imprensa o porta-voz do regime, Moussa Ibrahim, que fez votos do rápido restabelecimento de dois outros jornalistas feridos no mesmo incidente. Tim Hetherington, colaborador britânico da revista Vanity Fair, e o norte-americano Chris Hondros, da agência Getty, ambos de 41 anos, morreram na quarta-feira vítimas de um disparo de morteiro em Misrata, cidade rebelde cercada pelas forças de Kadhafi há várias semanas.

"A responsabilidade não foi do nosso exército. Pedimos a todos os jornalistas que não confiem nestes rebeldes e que não vão para o lado deles. Se querem fazer reportagens, podem pedir um visto para entrar legalmente" na Líbia, disse. O porta-voz acrescentou que o país está "em guerra", pelo que há "riscos para a segurança dos jornalistas" e o acesso às zonas de conflito "não pode ser livre e total". Misrata, situada a 200 quilómetros a leste de Tripoli, é "uma zona perigosa", disse.

Os corpos de Tim Hetherington e de Chris Hondros foram levados para um navio da Organização Internacional das Migrações para serem transportados para Benghazi, onde deverão chegar hoje à noite. Nessa cidade serão entregues a representantes dos respectivos países de origem para futuro repatriamento, segundo fonte da OIM citada pela agência noticiosa francesa AFP.

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