Procurador que denunciou Cristina Kirchner encontrado morto na banheira

O procurador argentino Alberto Nisman, que na semana passada acusou a presidente Cristina Kirchner de encobrir o Irão no atentado de 1994 contra um centro judaico em Puerto Madero, foi encontrado morto hoje na sua banheira.

Segundo o diário argentino Clarín, Alberto Nisman foi encontrado pelas autoridades na casa de banho da sua residência em Buenos Aires. Apesar de ainda não haver uma causa oficial da morte, o Ministério da Segurança Interna confirmou que o corpo apresentava um ferimento de bala provocado por "uma arma de fogo de calibre 22".

Nisman devia comparecer hoje diante de uma comissão da Câmara dos Deputados para expor a sua denúncia contra a presidente Cristina Kirchner. O procurador havia acusado a chefe do Estado e vários dos seus colaboradores de "decidir, negociar e organizar a impunidade dos responsáveis iranianos envolvidos no atentado contra o centro judaico com o propósito de libertar os acusados e fabricar a inocência do Irão".

A 18 de julho de 1994 um carro armadilhado explodiu junto à sede da Associação Mutual Israelita Argentina, matando 85 pessoas. Nisman foi o procurador responsável pelo caso desde 2004 e na quarta-feira passada acusou Kirchner e a alguns colaboradores da presidente de terem encoberto os altos responsáveis iranianos suspeitos de terem ordenado o atentado, o mais sangrento contra a comunidade judaica desde o fim da II Guerra Mundial.

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