Príncipe William apela ao combate ao tráfico ilegal de animais selvagens

Duque de Cambridge, que está de visita à China, afirmou que a segunda economia mundial pode e deve ter um papel de liderança no combate ao tráfico ilegal que ameaça espécies de animais selvagens, como sejam, por exemplo, os elefantes, os rinocerontes e os pangolins.

Falando na Reserva de Elefantes de Xishuangbanna, na província de Yunnan, o herdeiro do trono de Inglaterra, de 32 anos, classificou como "um crime cruel" o tráfico de animais selvagens.

"É pavoroso que os elefantes - entre muitos outros - fiquem extintos durante a nossa geração (...) é uma perda imensurável para o conjunto de toda a humanidade", afirmou William, que foi fotografado a alimentar com cenouras um elefante fêmea, Ran Ran, de 13 anos, na reserva que fica situada na fronteira com Myanmar (Birmânia), Laos e Vietname.

Tal como a poluição ou as alterações climáticas, que "não conhecem fronteiras", o tráfico ilegal de animais selvagens deve ser entendido como "um inimigo comum" que "enfraquece o Estado de Direito, alimenta os conflitos e pode, inclusivamente, financiar o terrorismo".

Elogiando o regime chinês pelo contributo dado para proteger a vida selvagem em África, o neto da rainha Isabel II, que há anos participa em ações de defesa dos animais, fez em dezembro um discurso em que lembrou que, na China, a venda de marfim aumentou, em 25 anos, de 5 dólares para 2 100 dólares o quilo, ou seja, de 1,78 euros para 1 888 euros.

O príncipe, filho mais velho de Carlos e Diana, preside à organização United for Wildlife. Todos os anos milhares de elefantes são mortos em África por causa da procura de marfim que existe na Ásia, sobretudo na China, sublinha a Associated Press. Na semana passada, a China baniu as importações de marfim durante o período de um ano, mas no interior do país não há proibição.

Esta viagem do duque de Cambridge à China, onde chegou no domingo, é a primeira visita oficial de um membro da Casa Real ao gigante asiático desde 1986 e surge num momento de elevada tensão entre os manifestantes pró-democracia de Hong Kong (ex-colónia britânica) e Pequim. Na capital chinesa, William reuniu-se com o presidente Xi Jinping, a quem deixou o convite oficial de Isabel II para que venha ao Reino Unido, em visita oficial, no próximo ano.

Antes de chegar à China, William, que está a pouco mais de um mês de ser pai pela segunda vez, visitou o Japão. O príncipe e a mulher, Kate Middleton, já têm um filho, o príncipe George.

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