Primeiro-ministro francês apela à "vigilância e união" após três ataques no país

Manuel Valls apelou à "vigilância, unidade e união", após três ataques em zonas diferentes da França.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, apelou hoje "à vigilância, unidade e união" depois dos três ataques em França nos últimos três dias, e negou querer minimizá-los.

"Nós não minimizamos" os ataques, mas o objetivo do governo é "garantir" e "compreender o que se passou", disse o chefe do Governo gaulês, em declarações à Rádio Europe 1.

No sábado, um homem atacou polícias com uma faca enquanto gritava "Deus é grande" em Joué-Lès-Tours (centro-oeste), antes de ser abatido pelas autoridades. Três polícias ficaram feridos.

No domingo, um homem com perturbações psiquiátricas desde 2001 e hospitalizado regularmente lançou a sua viatura em direção a diversos transeuntes na cidade de Dijon (centro-leste), gritando "Allahu Akbar" (Deus é Grande) e ferindo 13 pessoas. O homem foi detido pela polícia.

Na noite de segunda-feira, um indivíduo também avançou com o seu veículo contra peões num mercado de Natal em Nantes (oeste), causando 11 feridos. O homem desferiu vários golpes com faca antes de ser preso.

Não há "qualquer ligação" entre estes três incidentes, assegurou Manuel Valls. As forças da ordem estão perante "indivíduos que podem agir sozinhos", complicando o trabalho dos serviços secretos, acrescentou, sublinhando que esta ameaça era diferente de quando se trata de enfrentar organizações terroristas.

O primeiro-ministro francês deverá reunir hoje com vários dos seus ministros "para fazer um ponto de situação" e eventualmente "tomar as medidas necessárias".

"Todos estamos vigilantes e mobilizados", insistiu, pedindo à população para "manter o sangue-frio".

Depois dos três ataques, a preocupação ganhou terreno no país. "Medo no Natal" é o título do jornal Le Parisien, enquanto o jornal Le Figaro, próximo da oposição de direita, acusa o governo de não tomar medidas contra o islão radical em França.

"Nós agimos com grande determinação", disse o primeiro-ministro.

"Quando 1.200 indivíduos que vivem no nosso país estão envolvidos com a 'Jihad', quando 60 pessoas, franceses em geral, morreram nas fileiras dos 'jihadistas', há uma ameaça de uma amplitude sem precedentes", acrescentou.

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