Primeiro-ministro diz que violações envergonham Índia

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse hoje que a série de casos de violação registada na Índia envergonha a nação e instou os pais a tomarem responsabilidade pelas ações dos seus filhos.

"Quando tomamos conhecimento destas violações as nossas cabeças pendem de vergonha", disse Modi num discurso proferido no dia da independência da Índia.

Modi, que ganhou eleições em maio, insistiu que a Índia tem muito do que se orgulhar, mas afirmou que os temas como a violência sexual e religiosa, os suicídios de agricultores e a falta de casas de banho são intoleráveis no século XXI.

O primeiro-ministro indiano reiterou a solidariedade em relação aos países vizinhos, mas evitou mencionar o grande rival Paquistão.

"Temos de melhorar o nosso caráter nacional e temos de colocar o egoísmo de parte", disse Narenda Modi.

O primeiro-ministro indiano defendeu que "a lei vai tomar o seu curso próprio, mas enquanto sociedade todos os pais têm a responsabilidade de ensinar aos seus filhos as diferenças entre o que está certo e errado".

"Os que cometem violações são filhos de alguém. Vocês [pais] deviam pará-los antes de seguirem pelo caminho errado", acrescentou.

O sentimento de raiva dos cidadãos indianos relativamente à violência sexual tem vindo a aumentar nos últimos dois anos, impulsionada por uma série de ataques, incluindo o de um estupro fatal de uma estudante num autocarro em Nova Deli, em dezembro de 2012.

Houve também uma série de ataques sexuais a turistas estrangeiras, incluindo o de uma dinamarquesa que estava perto da principal estação de comboio em Nova Deli.

Narendra Modi, de 63 anos, e o partido nacionalista hindu, Bjaratiya Janata Party (BJP), obtiveram a maioria absoluta, pela primeira vez nos últimos 30 anos, na câmara baixa do parlamento nas legislativas, com a promessa de criação de empregos e relançamento do crescimento económico.

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