Primeiro caso de contágio de ébola nos EUA

(Atualizada às 21.30) Uma das pessoas que tratou de Thomas Duncan está mesmo infetada com ébola. A infeção foi confirmada após contra-análise. Autoridades apontam para falha no protocolo de segurança. E admitem que esperavam o aparecimento de mais um caso de ébola.

"Os testes efetuados no sábado à noite confirmam que a enfermeira está infetada com Ébola", anunciaram os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em comunicado.

A nota acrescenta que esta confirmação da infeção "é uma notícia perturbadora para a doente, a família, os colegas e toda a comunidade de Dallas", onde se situa o hospital Texas Health Presbyterian.

"Sabíamos que um segundo caso podia ser uma realidade e estivemos a preparar-nos para essa possibilidade", afirmou David Lakey, que lidera o departamento de Estado dos Serviços de Saúde no Texas, citado pela BBC.

A identidade da pessoa agora infetada não foi revelada, a pedido da própria. Sabe-se apenas que se trata de uma mulher, enfermeira que tratou o doente liberiano.

Thomas Duncan viajou da Libéria para o Texas, onde dez dias mais tarde começou a apresentar os primeiros sintomas. Foi confirmado que tinha ébola e morreu na quarta-feira.

Estão a ser identificadas todas as pessoas que estiveram em contacto com a pessoa que está internada e as que já o foram, estão a ser acompanhadas por responsáveis de saúde. A BBC avança que as autoridades americanas dizem que apenas um indivíduo esteve em contacto com a pessoa agora infetada na fase da doença em que o contágio pode acontecer.

As autoridades norte-americanas estão também a tentar perceber quando e como a pessoa que tratou de Duncan foi infetada. Atribuem o caso a uma "falha no protocolo de segurança", ainda que o hospital garanta que a enfermeira usava na altura todo o equipamento (máscara, luvas, proteção do corpo) recomendado.

"Ignoramos o que se passou durante o tratamento do paciente, mas a dado momento houve uma falha no protocolo de segurança que causou o contágio", disse Thomas Frieden, diretor dos CDC.

O chamado "doente zero" nos EUA esteve inicialmente no hospital do Texas quando começou a sentir-se mal, mas foi mandado para casa como antibióticos, apesar de ter avisado que tinha estado na Libéria. Mais tarde acabou por ser internado e confirmado que tinha ébola. A dúvida é se a infeção se deu na primeira passagem pelo hospital ou quando Duncan já estava internado, segundo explica a BBC.

Apesar do primeiro teste realizado à enfermeita ter dado positivo, aguarda-se ainda o resultado do segundo.

Controlo nos aeroportos norte-americanos

Entretanto, o governo dos EUA ordenou que em cinco aeroportos se inicie um controle para detetar possíveis sintomas de ébola, segundo avança a Reuters. Os passageiros que tenham estado na Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa (os três países mais afetados pela epidemia) terão assim de se submeter a uma apertado controle.

A medida já foi ontem implementada no aeroporto JFK, em Nova Iorque, e irá começar na quinta-feira em Newark, Washington Dules, Chicago O'Hare e Hartsfield-Jackson Atlanta.

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