Presidente francês pede "vigilância extrema" depois de dois ataques

Os dois ataques no fim de semana aos peões e agentes policiais levaram François Hollande a pedir máxima vigilância aos serviços do Estado francês.

O Presidente da França, François Hollande, apelou hoje aos serviços do Estado francês à "vigilância extrema", depois de dois ataques neste fim de semana contra peões e agentes policiais por homens que gritavam "Alá é grande".

Hollande referiu que os franceses "não precisam entrar em pânico", durante a reunião semanal do conselho de ministros.

No sábado, um homem foi morto a tiro depois de entrar numa esquadra da polícia em Joué-les-Tours, a 250 quilómetros ao sul de Paris, agredindo três agentes com uma arma branca.

Segundo alguns testemunhos, o indivíduo, que não estava registado por motivos de radicalismo islâmico, mas sim por pequenos crimes, gritou "Alá é grande" durante o ataque.

No domingo, outro indivíduo atropelou de forma deliberada 11 pessoas no centro de Dijon, no leste do país, e gritou, segundo testemunhos, a mesma frase e mostrou o seu apoio às crianças assassinadas na Palestina.

De acordo com a agência France Presse, dois dos onze feridos estão em estado grave e o autor do atropelamento, de 38 anos e com um perfil de desequilíbrio mental, deu entrada num hospital psiquiátrico.

O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, pediu hoje às pessoas para mostrarem moderação e calma, e não tirarem conclusões precipitadas.

Falando sobre o segundo incidente, em Dijon, o ministro disse que ainda "os motivos não foram estabelecidos".

O vice-presidente do partido ultranacionalista francês Frente Nacional, Florian Philippot, acusou hoje o Governo da França de "debilidade" diante do crescimento do islamismo radical no país.

"Creio que o Governo não luta com todas as armas contra estes atos e nem sequer o qualifica de islamismo radical", disse o número dois do partido, liderado por Marine Le Pen, à televisão "iTélé".

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