Presidente condena confrontos e pede investigação

O presidente do Egito, Mohamed Morsi, condenou no domingo os confrontos violentos entre cristãos coptas e muçulmanos, que causaram já seis mortos, e ordenou uma investigação.

"Considero qualquer ataque à catedral (de São Marcos do Cairo) um ataque contra mim próprio", disse numa declaração publicada pela agência noticiosa oficial MENA.

Morsi ordenou "uma investigação imediata" aos confrontos durante as cerimónias fúnebres de quatro cristãos coptas mortos em atos de violência confessional.

A Alta Representante para a Política Externa da UE, Catherine Ashton, também condenou a violência confessional no Egito.

Ashton reuniu-se, no Cairo, com Morsi para manifestar o apoio europeu à transição democrática no país. A responsável europeia avistou-se também com Amr Moussa e Mohamed ElBaradei, dirigentes da Frente de Salvação Nacional egípcia, na oposição, disse uma porta-voz da delegação da UE.

Pelo menos uma pessoa morreu hoje durante as cerimónias fúnebres, na catedral de São Marcos, no Cairo, dos quatro cristãos coptas mortos na sexta-feira à noite.

Os confrontos de sexta-feira à noite em Al-Khussus, uma região pobre da província de Qaliubiya, a norte do Cairo, foram desencadeados quando um muçulmano criticou crianças que desenhavam uma cruz suástica num instituto religioso.

Os coptas, que representam entre seis e 10% dos 84 milhões de egípcios, são a maior comunidade cristã do Médio Oriente.

Desde a queda do regime de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, meia centena de cristãos e vários muçulmanos morreram nestes confrontos confessionais.

A eleição de Morsi para a presidência do Egito agravou o sentimento de insegurança e de marginalização dos coptas. Apesar de Morsi garantir ser "o presidente de todos os egípcios", os opositores acusam o islamita de se comportar como o representante da Irmandade Muçulmana.

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