Porochenko avisa para não haver ilusões sobre cessar-fogo

EUA acusam Rússia de reforçar separatistas com mais equipamentos militares. Combates prosseguem com violência a poucas horas de entrada em vigor do acordo.

"Não quero ninguém a ter ilusões e não pretendo ser visto como um ingénuo: estamos muito longe da paz", declarou ontem o presidente Petro Porochenko durante uma visita a uma base militar ucraniana. O dirigente de Kiev falava após a maratona negocial na capital bielorrussa, Minsk, e a deslocação a Bruxelas, onde voltou a insistir, perante os líderes da União Europeia, na necessidade de um maior apoio diplomático, económico e militar ao seu país.

Como que a confirmar as palavras do dirigente ucraniano, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA acusava ontem, ao final do dia, a Rússia de estar a "deslocar blindados e sistemas de mísseis suplementares" para território ucraniano. "O exército russo deslocou uma importante quantidade de artilharia e de lança-foguetes múltiplos", revelou Jennifer Psaki, que evidenciou ainda a preocupação de Washington com a intensificação dos combates após o acordo de Minsk. E estes prosseguiam no Leste da Ucrânia, verificando-se intensos duelos de armas pesadas, segundo relatos das agências a partir dos diferentes pontos da frente.

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