Polinésio quer cruzar Atlântico e Pacífico numa piroga

Um polinésio deixou este domingo o porto francês de Baiona em direção às Ilhas Marquesas, na companhia de um surfista e cozinheiro, atravessando o Atlântico e o Pacífico numa piroga à vela em apenas quatro meses.

"Estou calmo, zen, a nossa primeira paragem será a Madeira", disse à AFP, por telefone, Ismaël Patu-Huukena, este aventureiro de 41 anos, depois de rezar e invocar aos deuses que o acompanhassem.

Se for bem sucedido, o Atlântico e o Pacífico, depois de atravessar o canal do Panamá, esperam-no: quatro meses de viagem passando por Espanha, Portugal, Guadalupe, Venezuela, Colômbia, Panamá, o arquipélago das Galápagos e mais 25 longos dias para chegar às Marquesas, a sua terra natal, a 22.700 km de Baiona. Eles darão notícias aos amigos em cada escala.

Ismaël Patu-Huukena, um antigo segurança que trocou as Marquesas, onde nasceu, pela França há 18 anos, partiu de Baiona na companhia de Olivier Guigue um pouco depois das 17:30 locais (16:30 em Lisboa).

"Vou de piroga como os meus ancestrais, quero mostrar à minha família que não esqueci as nossas tradições", explicou há uns dias à AFP este homem de tatuagens na cara e no corpo e com uma longa trança negra já com alguns fios brancos.

Ismaël demorou cerca de ano e meio a preparar a embarcação e contou com a ajuda de uma dezena de empresários locais.

Com 12,5 metros de comprimento e um mastro de 10 metros, a piroga tem dois flutuadores amarrados - neles vão os alimentos, o combustível e outros materiais. Na piroga existe uma cabina de quatro metros de comprimento com três camas, uma cozinha, e uma cruz de Jesus Cristo em grande destaque.

Para atravessar os oceanos sem se perderem os dois aventureiros contam com a ajuda de apenas um GPS, uma bússola... e a observação das estrelas.

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