Petição para acabar com tradição de comer gatos e cães na Suíça

Ativistas já recolheram mais de 14 mil assinaturas, entre elas a de Brigitte Bardot. Estima-se que 240 mil pessoas consumam este tipo de carne.

Se se estivesse a falar da China ou Vietname talvez não fosse tão estranho falar do consumo de carne de gato ou de cão, mas na Suíça, uma petição para acabar com esta tradição suscitou o interesse de vários meios de comunicação sociais internacionais.

Segundo a fundadora e presidente do grupo ativista SOS Chats Noiraigue, Tomi Tomek, cerca de 3% da população da suíça, ou seja, 240 mil pessoas, continuam a consumir carne dos dois animais mais conotados como de estimação do que para alimentação. A maioria são agricultores das zonas de Lucerna, Appenzell, Jura e Berna.

"Uma mulher deu-me uma receita para cozinhar um gato recém-nascido", contou Tomi Tomek, citada pela Newsweek. A ativista explicou que recorreu à polícia, veterinários e até ao governo, mas foi-lhe dito que não era ilegal. Não é permitido vender carne de gato e cão, mas não há lei contra os donos comerem os seus animais.

A carne de gato até faz parte de alguns menus tradicionais de Natal, segundo Tomek. "Eles comem gatos porque sabem como os coelhos", referiu. A forma de cozinhar e de servir também parece ter parecenças, pois inclui o vinho branco e alho. "Os agricultores comem os seus gatos e cães quando têm demasiados. Disse-lhes para esterilizarem os animais, mas eles responderam que é muito caro e que são uma boa refeição", frisou a ativista. A carne de cão é utilizada mais para salsichas e a gordura para ajudar a tratar o reumatismo.

O site do grupo ativista SOS Chats Noiraigue refere que já foram recolhidas 14 mil assinaturas, entre elas a da atriz e defensora dos direitos dos animais Brigitte Bardot. O objetivo é levar a discussão ao parlamento suíço, para que seja criada uma lei que proíba o consumo de carne destes animais.

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