Papa Francisco sublinha papel da Igreja como garante de esperança

O papa Francisco afirmou hoje, na missa de encerramento do sínodo dos bispos, que o encontro foi uma "grande experiência" de união e recordou o papel da Igreja de curar feridas e dar esperança às pessoas.

Os participantes no sínodo, advogou o papa, sentiram o "poder do Espírito Santo que guia e incessantemente renova a Igreja", que deve continuar a "cuidar de feridas abertas e a devolver a esperança a muitas pessoas que a perderam".

O papa assegurou que o sínodo, que debateu questões relacionadas com a família, foi uma "grande experiência" vivida com espírito "construtivo" por todos.

O sínodo dos bispos sobre a família, convocado pelo papa Francisco, aprovou no sábado um relatório final, sem que tenha sido alcançado um acordo em relação aos casos de divórcio e aos homossexuais.

Citado pela agência France Presse, o porta-voz do papa, padre Frederico Lombardi, disse que o relatório final foi "reequilibrado" para ter em conta a relutância dos prelados mais conservadores.

O relatório faz um inventário dos problemas diversos da família nos cinco continentes, como o acolhimento pela Igreja dos casais em união de facto, homossexuais ou divorciados.

O texto aprovado não apresenta, portanto, conclusões, mas representa um passo em frente face ao próximo sínodo, sobre o mesmo tema, a decorrer em outubro de 2015.

O superior-geral dos jesuítas, ordem a que Francisco pertence, disse já a órgãos de imprensa religiosos que uma "revolução" no pensamento da Igreja é possível no próximo ano.

A cerimónia de hoje de encerramento do sínodo marcou também a beatificação do papa Paulo VI, uma homenagem ao pontífice que concluiu o Concílio Vaticano II e instituiu a realização de mais um sínodo dos bispos, uma estrutura que ele próprio criou.

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