Orações e discursos marcam 1.º aniversário da morte de Mandela na África do Sul

A África do Sul está a lembrar hoje o ex-presidente Nelson Mandela, que morreu há um ano, com orações, encantamentos aos antepassados e discursos.

Em todo o país foram observados três minutos e sete segundos de ruído, com os sinos das igrejas a repicarem, seguidos de três minutos de silêncio, simbolizando os 67 anos de ação política de Mandela, 27 dos quais preso.

Há um ano a África do Sul perdeu a sua figura tutelar, designada afetuosamente pelo nome de clã "Madiba", que morreu aos 95 anos, reverenciado pelo que fez pela reconciliação nacional após os anos de "apartheid".

"Tivemos 20 anos de democracia graças a Mandela", declarou um chefe 'khoisan' (boximane), Ron Martin, descendente dos primeiros habitantes da África do Sul e escolhido simbolicamente para abrir as cerimónias oficiais.

Queimando ervas na espiral de um corno de antílope cudo, Martin agradeceu a Mandela, antes das orações dos cristãos, hindus, muçulmanos, judeus e rastafáris.

A viúva do prémio Nobel da Paz, Graça Machel, falou depois na sede do governo, recordando a luta contra o "apartheid" que, assinalou, foi coletiva.

Disse ainda ter sido um "singular privilégio" poder apoiar Mandela nos seus últimos anos.

Ausente na China, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse, no fórum de empresários em que participa, que este é "um dia triste" para a África do Sul.

O arcebispo Desmond Tutu, por seu turno, apelou aos seus compatriotas para "continuarem a construir a sociedade que (Madiba) imaginava", "baseada nos direitos humanos" e onde "todos podem viver juntos dignamente".

Um jogo amigável de críquete hoje e numerosas manifestações e iniciativas locais previstas para este fim de semana e para a próxima semana também lembrarão o primeiro presidente negro da África do Sul.

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