Obama pede à Russia para reduzir armas nucleares

O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu hoje à Rússia que aceite reduzir um terço o armamento nuclear estratégico e anunciou a intenção de organizar duas cimeiras nucleares durante o seu segundo mandato.

"Estes são passos que podemos dar para criar um mundo de paz e justiça", disse Obama num discurso na Porta de Brandenburgo, no centro de Berlim.

O presidente norte-americano instou por outro lado o Ocidente em geral e o seu próprio país em particular a abandonar "o estado mental de guerra perpétua" contra o terrorismo, afirmando-se empenhado em encerrar Guantánamo, equilibrar a segurança nacional com a privacidade dos cidadãos e controlar a utilização de aviões não-tripulados ("drones").

No discurso que pronunciou, Obama sublinhou que durante a sua administração acabou a guerra no Iraque, está "perto" de acabar a guerra no Afeganistão e Usama Bin Laden deixou de existir.

Obama voltou por outro lado a prometer que os Estados Unidos vão "fazer mais" pelo ambiente e contra as alterações climáticas, no que devem ser seguidos pelo resto do mundo "antes que seja tarde demais".

"Sabemos que temos de fazer mais e vamos fazer mais", disse. "A nossa geração tem de avançar para um acordo global de luta contra as alterações climáticas antes que seja tarde demais".

Em mangas de camisa, perante mais de 4.000 convidados, Barack Obama considerou a Porta de Brandenburgo um símbolo do triunfo dos valores norte-americanos e europeus, elogiando a vitória da tolerância e da liberdade.

Angela Merkel afirmou por seu lado ser "uma honra" receber o presidente norte-americano naquele local: "A Porta de Brandenburgo, fechada durante décadas e reaberta em 1989, é um símbolo da liberdade", acrescentando que a queda do Muro de Berlim foi possível em parte pelo apoio dos Estados Unidos.

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