Obama e Cameron prometem apoio contra a Rússia

O presidente norte-americano, Barack Obama, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, prometeram manter-se unidos no apoio à Ucrânia contra a Rússia, numa declaração conjunta publicada esta quinta-feira no jornal The Times.

"A Rússia rasgou o livro das regras com a anexação ilegal e autoproclamada da Crimeia e com as suas tropas em solo ucraniano, ameaçando e minando uma nação soberana", escrevem os dois líderes.

"Com a Rússia a tentar forçar um Estado soberano a abandonar o seu direito à democracia e a determinar o rumo do seu futuro na ponta da baioneta, devemos apoiar o direito da Ucrânia a determinou o seu próprio futuro democrático e continuar os nossos esforços para potenciar as capacidades ucranianas", afirmam Obama e Cameron.

O artigo, divulgado antes do início do encontro da NATO no País de Gales, defende que a Aliança deve formar uma presença "persistente" na Europa de leste, apoiada por uma força de resposta rápida de terra, ar, mar e por forças especiais que possam deslocar-se de "qualquer lado do Mundo de forma muito rápida".

Os dois líderes apelaram aos restantes membros da aliança, composta por 28 Estados, a alcançarem a meta de aplicarem dois por cento do produto interno bruto em armamento, para mostrar que a "determinação coletiva é tão forte como sempre".

O artigo de opinião avisa ainda que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos não irão vacilar na sua "determinação de confrontar" os extremistas do Estado Islâmico a operar na Síria e no Iraque, que mataram dois reféns norte-americanos e ameaçaram assassinar um cidadão britânico.

"Se os terroristas pensam que vamos enfraquecer face às suas ameaças, não poderiam estar mais enganados. Países como a Grã-Bretanha e a América não serão intimidados por assassinos bárbaros", escreveram Obama e Cameron.

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